BUSCAPÉ

Twitter

BONDFARO


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Praia de Ponta Negra

Ponta Negra e o irresistível Morro do Careca

     Tenho o privilegio de morar praticamente ao lado de um paraíso como esse que vocês podem ver na foto a cima.. uma das praias mais famosas do nordeste brasileiro conhecida como Ponta Negra, escolhida entre muitos turistas como lugar para passar as férias e aproveitar com o lazer e comodidade que a região oferece.

As virtudes de Natal, a capital potiguar, são conhecidas de muitos. Dentre os destinos de praia vendidos pela CVC, a maior operadora brasileira, é o segundo mais importante, atrás de Porto Seguro. Embora sofra com uma gestão administrativa contestada pela população, é finalista do Prêmio VT – terceira melhor cidade brasileira, atrás de Gramado e Florianópolis. Algumas das razões:

Sol, sol, sol

Eu desembarquei no aeroporto de Parnamirim às 20h38. Parecia madrugada, tamanho o negrume. Na manhã seguinte, muito antes de o despertador tocar, às 6h30, para meu primeiro passeio, a luz natural banhava o quarto.

Em Natal, o sol nasce antes das 5 horas. Por isso, se você precisa de um relógio, um alarme, uma britadeira para acordar, mude-se para o Rio Grande do Norte. O melhor é que o sol faz você sair para aproveitar ao máximo o dia. O lema latino carpe diem não foi criado lá, mas deveria. “A latitude próxima do Equador faz o lugar ter grande insolação”, diz a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo. A latitude baixa também é responsável pela mesma duração do dia e da noite. Costuma-se dizer que Natal tem 233 dias de sol, mais até que os 224 de Fortaleza, capital de um estado que faz do sol uma ferramenta de marketing. Nesta minha terceira vez na cidade, consegui contrariar a estatística: peguei chuva. Mas ela durava 15 minutos, e o sol voltava a explodir.

Camarão com paçoca

A culinária potiguar tem toda aquela variedade da cozinha nordestina (não tem acarajé, mas a Bahia é um caso à parte) e é muito saborosa no litoral, especialmente para quem adora camarão, que dá em baldes ali. Não à toa, um dos restaurantes mais tradicionais da capital chama-se, olha só, Camarões (Avenida Engenheiro Roberto Freire, 2610, 84/3209- 2424, camaroes.com.br; Cc: A, D, H, M, V). Com vista para o mar de Ponta Negra, o salão tem 250 lugares e serve, em média, 700 pratos na alta temporada. Tem até salada, mas o que importa é o dito cujo. São 30 receitas no menu. Tem camarão de tudo que é jeito: com azeite de dendê, com leite de coco, flambado no uísque, à milanesa, feito com abacaxi ou castanha-de-caju. Eu resgatei um pouco dos meus dias de menina, da Simoninha do Canal 2 de Santos, ao pedi-lo com catupiry, arroz e purê de batatas (R$ 45). Simples e ótimo, muito por causa do crustáceo, fesquíssimo, tenro e maior do que o meu dedo indicador. Há sete anos, os proprietários inauguraram uma filial, o Camarões Potiguar (Rua Pedro Fonseca Filho, 8887, 84/3209-2425; Cc: A, D, H, M, V), mais descolado e concorrido, mas praticamente com o mesmo cardápio.


Mas, se por acaso, depois do sexto dia comendo camarão, você não o quiser mais, vá, como eu, descobrir que paçoca não é só doce de amendoim. No Nordeste é uma farofa com farinha de mandioca, pedaços de carne de sol desfiada, cebola roxa e manteiga de garrafa. Uma loucura. O da Paçoca de Pilão (Rua Deputado Márcio Marinho, 5708, 84/3238-2088), a 15 quilômetros do centro de Natal, estrelado pelo GUIA BRASIL, é o lugar aonde ir. A proprietária, Adalva Dias Rodrigues, de 75 anos, veio pessoalmente perguntar se o prato estava gostoso. Com acompanhamentos como aqueles, feijão-verde, macaxeira, banana e arroz de leite, servido em uma varanda bem ventilada... Se estava bom, Dona Adalva? Não, estava ótimo! Custa R$ 52,40 e dá para duas pessoas – na verdade, para três.

Nenhum comentário:

Postar um comentário